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[RESENHA] Repeteco, de Brian Lee O'Malley



Kate é uma chefe que comanda a cozinha do Repeteco, um restaurante conhecido e adorado pelos moradores da região. Mas após um dia em que tudo dá errado - incluindo um acidente com uma das garçonetes, Haziel, que acaba tendo queimaduras graves no braço e parando no hospital - Kate recebe uma visita inusitada, no meio da madrugada, de uma menininha que lhe entrega um cogumelo e um bloco de notas, cuja capa leva o título "Meus Erros" e na primeira página encontra-se as seguintes orientações:

Após seguir as orientações do bloco, Kate volta a dormir. Porém, quando acorda, percebe que está vivendo o dia anterior e que tem a chance de corrigir seus erros, consequentemente, evitar todas as brigas, constrangimentos e acidentes. Após descobrir o poder mágico do cogumelo que a menina misteriosa lhe entregou, Kate fica obcecada por querer mudar qualquer detalhe pequeno do seu dia que acaba não lhe agradando.
Assim, a chefe de cozinha começa a querer descobrir quem era a menina misteriosa e, desta forma, conseguir mais cogumelos mágicos. Por meio de Haziel, Kate chega a conclusão de que a menina dos cogumelos, que mais tarde descobrimos que se chama Lis, é um espírito do lar. Só que Lis acaba não fazendo mais aparições, até que Kate descobre uma plantação dos cogumelos mágicos no estoque do Repeteco. Daí em dia adiante, tudo sai fora do controle.
Repeteco é quadrinho muito divertido e muito fácil de ser lido. Brian Lee O'Malley, que também é autor da série Scott Pilgrim, mostrou que merece a reputação que tem. Um dos detalhes da narrativa que eu gostei muito foi a interação entre a personagem e o narrador da história, com certeza foram as partes que eu mais ri ao logo do quadrinho.
Kate foi uma personagem que gostei muito, de temperamento afobado, durona e sempre um pouco estressada, mas ao longo das páginas também mostra o seu lado sensível. A única coisa que não curti foi que na metade do quadrinho ela começa a fazer tudo para mudar sua própria história para ficar com o carinha que gosta. Mesmo quando isso significa fazer o que não gosta, indo contra seus próprios sonhos só para manter o cara do lado. Este tipo de atitude me irrita muito e não me agrada em nada, o que acaba fazendo com que eu não goste, de forma geral, de livros de romance (como já mencionei aqui)

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