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[RESENHA] A Guardiã de Histórias, de Victoria Schwab



Ousado, criativo, intrigante, melancólico, com toque de macabro e terror. Esses são os ingredientes de A Guardiã de Histórias, um livro que se passa em um mudo totalmente diferente, complexo e que me surpreendeu muito. Quando escutei falar pela primeira vez deste livro fiquei muito intrigada, porém um pouco receosa de me aventurar na leitura com medo de que a autora não fosse saber explicar, ambientar e contextualizar uma história tão complexa. Mas ainda bem que eu estava muito enganada. Victoria Schwab narra o universo que criou com fluidez, de uma maneira simples - com uma história não tão fora do lugar comum assim - e amarra tudo com coerência.

"(...) todos me fazem lembrar que não é calma que me faz continuar. É o medo." (p. 114)

No mundo de MacKenzie Bishop, uma adolescente de 16 anos, existe o Exterior, o Arquivo, os Estreitos e o Retorno. O Exterior é um mundo real, onde as pessoas que têm a vida normal e mundana vivem e morrem. O Arquivo é onde as História das pessoas que morrem são armazenadas e arquivadas em prateleiras, como os livros. Porém, as páginas dessas Histórias são as lembranças guardadas nos corpos dos falecidos e quem cuida de armazenar e catalogar esses corpos são os Bibliotecários.

"Os mortos são silenciosos, e os objetos, quando guardam impressões, nada dizem até que os toquemos. Mas o toque dos vivos é ruidoso. Pessoas vivas não foram compiladas, organizadas - o que significa que são um amontoado de lembranças, pensamentos e emoções, tudo misturado e mantido a distância apenas pelo anel de prata no meu dedo." (p. 13)

Quando uma dessas Histórias, por algum motivo, desperta, elas aparecem nos Estreitos - um labirinto de corredores repleto de milhares e milhares de portas, sendo que cada porta leva a um lugar diferente (podendo levar ao Arquivo, ao Exterior, aos Estreitos, ao Retorno ou ainda... à Lugar Nenhum). Quem cuida das Histórias que retornam nos Estreitos são os Guardiões, encarregados de levá-las de volta ao Retorno para descansarem em paz e, dessa forma, seus corpos podem retornar ao Arquivo. E esses Guardiões possuem uma chave para que possam abrir e fechar as portas e permitir suas passagens entre esses mundos.

Entretanto, os Guardiões são encarregados apenas de cuidar das Histórias crianças, adolescentes e alguns jovens. As Histórias adultas tendem a desgarrar (confundirem real com imaginário) mais facilmente e se tornam muito violentas, ficando a cargo da Equipe - dupla de Guardiões mais experientes.

"Mas, depois de um ano levando a vida na ponta dos pés, tentando não disparar lembranças como minas terrestres, meus pais resolvem desistir, mas chamam de mudança. Chamam de um novo começo. Dizem que é exatamente o que a família precisa.

Eu chamo de fugir." (p. 12)

Quem escolheu MacKenzie para que pudesse sucedê-lo como Guardiã foi seu avô, Da. Sendo a mais nova Guardiã da história do Arquivo, Kenzie teve que aprender desde cedo a separar a sua vida em duas - às vezes até mais - e agora, além de ter que lidar com os mortos, também tem que aprender a lidar com a perda e a ausência de seu querido avô e seu amado irmãozinho Ben. O luto faz com que seus pais decidam se mudar para o Colorado, um antigo hotel transformado em prédio residencial.

No entanto, MacKenzie começa a reparar que tem algo muito errado no território dos Estreitos na região do Colorado. Alguém ou alguma coisa está apagando parte das Histórias e manipulando o Arquivo para que ninguém tome conhecimento do desenrolar de um assassinato ocorrido no Colorado há mais de 60 anos. Kenzie, então, começa a se arriscar em quebrar muitas das regras ensinadas por seu avô Da para poder desmascarar o culpado.


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