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[RESENHA] O Manuscrito, de Chris Pavone

Estou tendo muita dificuldade em me envolver com as histórias de alguns livros. Antes de começar O Manuscrito eu tinha iniciado a leitura de A Guerra de Troia, mas por algum motivo a leitura não estava indo para frente. Então acabei decidindo pausar a leitura sobre os deuses gregos do Cláudio Moreno - muito bem escrita por sinal! - e comecei a do Chris Pavone.


Acontece que O Manuscrito também não estava conseguindo prender minha atenção, não estava desenvolvendo aquela vontade louca de ler e, mais uma vez, resolvi dar uma pausa e tentar uma nova leitura. Foi quando eu li o livro da última resenha publicada por aqui, Salsichas Galácticas. Acho que meu cérebro está num momento de leituras mais lights, porque finalmente terminei O Manuscrito, mas não foi sem um pouco de esforço.

"É assim que acontece: a pessoa passa a vida lendo, lendo e lendo, esperando, esperando e esperando por algo que seja incrível. Cada manuscrito poderia ser o tal, mas milhares não o são. Então, um dia, o sempre sonhado, mas com o qual nunca se conta, está ali em suas mãos." (p. 138)

A história nos apresenta à  Isabel, uma agente literária que, de alguma forma, acaba tendo em mãos um manuscrito de autor anônimo que denuncia as ilegalidades do magnata de uma das principais empresas da mídia, que supostamente corrompeu até mesmo a CIA. As coisas começam a tomar um rumo bem perigoso quando sua assistente, Alexis, é assassinada logo após ter lido o misterioso manuscrito. Foi nessa parte que a leitura, para mim, começou a ganhar um ritmo melhor e mais envolvente.

Também gostei que o autor, Chris Pavone - que também já trabalhou como editor de livros - mostra em detalhes como funciona o mercado literário, um trabalho de formiguinha que envolve muitos setores e muitos profissionais de diversas áreas: editoras, editores, agentes literários, livrarias, designers, publicitários, jornalistas, cineastas. Pavone também aproveita para falar um pouco e fazer uma crítica sobre a influência da internet no mercado editorial. Este eu considero um livro ideal para quem quer entender melhor como funciona a vida de quem produz livros ao mesmo tempo que curte uma história de mistério.

"Ele acredita que este é o grande segredo para a grande produtividade de Nova York: todo mundo trabalha o tempo todo para evitar enfrentar a solidão" (p. 294)

Mas de toda forma, O Manuscrito não foi um livro que me supreendeu ou atendeu minhas expectativas, esperei por um livro que tivesse mais mistério e, no entanto, o mistério todo em cima do manuscrito é revelado antes mesmo da metade do livro. Mesmo as revelações que deveriam ser o clímax da história, para mim, já estavam bem óbvias desde o ínicio da leitura. Mas gostei de conhecer a escrita do Pavone e adorei a personagem principal, Isabel, que se mostrou bem sagaz e durona.

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9 comentários:

  1. Oie, que pena ver que você não gostou tanto. Esse livro está na minha listinha para ler mas quanto mais resenhas leio mais eu desanimo, ainda não vi ninguém elogiando, mas quem sabe, né? Vou tentar.

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  2. Ola Babi essa capa é bem interessante, ao ler a premissa espera-se um livro com mais cenas tensa, afinal estamos falando de denuncias sérias, mas assim como você achei que faltou um ápice no livro, o que acredito não ter ao ler sua resenha. Uma pena pois o enredo em si é muito bom, mas dessa vez vou deixar passar a dica. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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