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[RESENHA] O Despertar do Príncipe, de Colleen Houck

Lilliane Young é uma menina de 17 anos que vive na alta sociedade de Nova York. Ela é tipo a versão feminina do Chuck de Gossip Girl, podre de rica e que vive, nada mais, nada menos, do que em um hotel. Acostumada a reprimir seu humor sarcástico e posar de menina perfeita para todos, Lilly encontra no desenho uma forma de extravasar, deixando a mente vagar sobre a vida e problemas daqueles que retrata no papel. Um dos seus lugares preferidos de observar pessoas interessantes para desenhar é o Metropolitan Museum of Art (MET, para os intimos).


 E é no MET que sua vida muda drásticamente! Lilly vai para lá na tentativa de clarear as ideias e decidir o que quer do seu futuro - ato inédito para ela, já que seus pais sempre tomaram qualquer tipo de decisão referente à sua vida. Mas quando se trata de escolher o curso universitário e a profissão que quer seguir, Lilliane percebe que vai precisar decidir por conta própria. Mesmo que isso signifique encarar a cara de desagrado dos pais.

No entanto, a garota não consegue se concentrar com a movimentação do museu e usa da influência de seu sobrenome para encontrar um lugar tranquilo onde possa refletir e analisar os panfletos de universidades. Como a área egípcia do MET estava fechada para reforma, a jovem Young (olha a redundância!) acaba sentando em um dos corredores entre as antiguidades e sarcófagos. Agora, como essa menina imaginou que ia conseguir se concentrar melhor numa área do museu cheia de múmias, eu não sei. Eu sei que se fosse comigo eu nem teria cogitado a possibilidade de ficar sozinha num lugar como este. Minha imaginação é fértil demais! Eu teria me borrado nas calças com qualquer barulhinho e com certeza teria um enfarte se, do nada, aparecesse um cara semi nu vestindo uma sainha egípcia e falando uma língua estranha.

"Quando somos privados de tudo aquilo que valorizamos, finalmente consseguimos ver a verdade." (p. 103)

Mas Lilly é muito mais corajosa do que eu.  Então, quando o cara da saia aparece ela ainda tenta fazê-lo entender que aquela área é restrita e que ele precisa sair dalí. E só depois de muita tentativa de se comunicacar com o estranho é que Lilliane resolve deixar o medo tomar conta dela e mete o pé dali. Pena que ela não é muito rápida, porque acaba desmaiando depois do cara esquisitão falar meias palavras melódicas.

A garota acaba acordando no mesmo lugar e se convence de que tudo não passou de um sonho. Só que não, uns diriam. Nem uma hora depois, quando Lilly estava almoçando com as filhas chatas  de uns amigos de seus pais, acontece a maior confusão na rua. Olhando pela janela, Lilly constata: a causa do tumulto era o próprio esquisitão de saia, que tinha sido atropelado por um taxi.

Sem saber o porquê, Lilliane se sente completamente atraída até o estranho e se sente na obrigação de ajudá-lo - e para sua supresa, agora ele fala a mesma língua que ela! A partir daí Lilly e nós, leitores, descobrimos que o esquisitão de saia se chama Amon, e é um antigo semi-deus egípcio que tem a missão de efetuar um ritual, juntamente com seus dois irmãos, a cada mil anos para manter Seth, o Deus do Obscuro, mais mil anos afastado da terra. E tem mais: ao despertar, Amon não encontrou seus vasos canópicos - que contém a sua energia vital, essecial para a sua sobrevivência - e para poder se manter vivo até encontrar seus irmãos, Amon lançou um feitiço em Lilly para que ele possa compartilhar sua energia. Isso mesmo, sem pedir permissão. Um grande abusado.

Confesso que na primeira parte da história (o livro é dividido em três) eu pensei que não fosse curtir muito, porque tava rolando a famosa tensão sexual que conhecemos tão bem de livros como Crepúsculo. Não gosto desse rumo vai-não-vai que alguns romances tomam. Mas esta primeira parte é essencial para que o leitor conheça e crie alguns laços de afeição com os personagens. Também foi a parte que mais ri com as trapalhadas do Amon ao tentar entender o mundo em que "acordou".

"Ele queria que eu aceitasse aqueles conceitos antigos de dever e obrigação e desistisse, mas eu era uma garota modena, e não iria ficar sentada feito uma princesa que precisava ser resgatada, sofrendo por algo que eu queria. Se sabia algo sobre o amor, era que valia a pena lutar por ele, mesmo que eu precisasse usar uma espada para protegê-lo." (p. 198)

A sensação que eu fiquei é que O Despertar do Príncipe por ser o primeiro livro da série tem uma história mais introdutória e cheia de explicações sobre o mundo do Amon e o mundo da Lilly. Mas mesmo tendo muita informação, a história é bem leve e flui num ritmo muito gostoso. É uma história ideal para quem quer esquecer dos problemas por um dia ou dois. No meu caso, foi o ideal para um dia passando mal e de cama. Eu sei que quando eu cheguei na última página, já estava com saudades de todos os personagens (até mesmo do Seth e seus seguidores malucos).

Ah! E claro que preciso deixar muito claro que apesar da Houck falar da mitologia egípcia e do Amom ser um semi deus, a série Deuses do Egito não tem nada a ver com a série do Rick Riordan. Cá entre nós, achei o desenvolvimento da narrativa e a explicação da mitologia muito melhor trabalhadas do que as histórias do Riordan. Mas aí entra questão de gosto, que não se discute, né?



CONVERSATION

10 comentários:

  1. Desde o lançamento estou flertando com esse livro em todas as livrarias e sites pelos quais eu passo, mas não tive o incentivo de comprar até hoje, tomara que esse incentivo chegue logo, a história parece ser bem legal. Ótima resenha!
    Beijo,
    Gabbi
    https://dearlysandra.blogspot.com.br

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    1. É bem legal mesmo, divertida e bem leve. Você termina com aquela sensação boa de que tudo vai ficar bem na vida heuheu

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  2. Estou louca para ler esse livro!!
    Já a serie dos tigres e fico me perguntando se a autora não esta algo muito parecido com sua série anterior. Eu sou apaixonada pela escrita dessa mulher. Espero poder tirar minha próprias conclusões dessa historia muito em breve.
    beijos
    www.estudiodecriacaoblog.blogspot.com

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    1. Eu não li ainda a série do tigre, então nem tive muito como comparar ;/

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  3. AHHH, QUERO TANTO ESSE LIVRO!

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  4. Primeiramente, que capa perfeita *o* Já me conquistou, quero muito ler, não tinha ouvido falar nele, depois da sua resenha eu preciso incluir na minha lista de desejados ♥

    http://garotareading.blogspot.com.br/

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  5. Nossa.
    Eu tinha me interessado razoavelmente por esse livro, mas agora que você falou que a menina é meio alta sociedade estilo goccip eu já gostei. Não que eu curta habitualmente esses estilos, mas eles são ótimos para de vez em quando distrair.

    http://lovereadmybooks.blogspot.com.br/2015/10/resenha-para-continuar.html

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  6. hahahaha... ri aqui de você dizendo que não consegue entender porque a menina achou que fosse se concentrar melhor numa área cheia de múmias, não é que você tem razão? rs... Nem pensei nisso enquanto lia, mas provavelmente não pisaria sozinha nessa ala fechada de jeito nenhum! O Amon foi um abusado mesmo lançando o feitiço, mas me diverti muito com ele tentando entender o mundo atual e depois acabei me apaixonando pelo personagem! Foi o primeiro livro da autora que li e adorei, mas estou com um pouco de medo do rumo que a continuação vai tomar... espero que não me faça sofrer muio... hehe...

    Beijo.

    Ju
    Entre Palcos e Livros

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  7. Olá. Já ouvi muitos comentários sobre este livro mas não tenho nenhuma curiosidade de lê-lo. Já li a série A maldição do tigre e não gostei, os personagens e nem na escrita mesmo sendo rápida. Quem sabe mudo de ideia ao dar uma chance.
    Beijos.

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