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[RESENHA] O Sangue do Cordeiro, de Sam Cabot

AI, JESUS, MARIA , JOSÉ!
Acabei de terminar esse livro e estou no auge da minha empolgação.

Quando solicitei O Sangue do Cordeiro como o primeiro livro da parceria com a Editora Arqueiro (<3) foi nada mais, nada menos, do que um belo de um tiro no escuro. A sinopse vende o livro como uma história do Dan Brown com sobrenatural e, bom, para quem me conhece um pouco melhor sabe que o Dan Brown passou longe de ser um dos meus autores favoritos (não que eu odeie o cara, calma lá). Mas resolvi apostar nele mesmo assim.

Então, antes de abrir as páginas eu estava com a mente poluída de "e se..." e "será que..." provenientes do medo que estava de acabar me decepcionando. E, na verdade, tinha tudo para eu não gostar. Normalmente não curto muito histórias que envolvem diretamente religião no assunto - não vão achando que sou preconceituosa, apesar de não gostar desse tipo de temática eu respeito as crenças de cada um - e nesse livro podemos dizer que um dos personagens é a própria igreja católica. Sim. Eu Sei. Dan Brown.


Thomas Kelly é um historiador e padre da ordem jesuítas que é praticamente intimado por seu mentor, amigo, arquivista e bibliotecário do Vaticano, Lorenzo Cossa, a ajudá-lo numa tarefa - e num mistério! - que envolve um documento da igreja ultra secreto que foi perdido há anos. O padre Kelly, então, parte para Roma para liderar essa investigação, só que ele mal sabe que existem outras pessoas muito, mas muito interessadas em encontrar esse mesmo documento. Como a historiadora Livia Pietro que, pasmem, também é uma vampira!

"Como ela sempre dizia, a bravura não era a ausência de medo, mas a capacidade de encará-lo." (p. 209)

Agora é aquele momento que me sinto no dever de avisar aos desavisados. Quem gosta e é fanático pelas criaturas que chupam sangue (não estou falando do chupa-cabra!) da versão popular, que se tornou conhecida com o livro Drácula, de Bram Stoker, corre para longe desse livro. Sam Cabot - que, na verdade, é um pseudônimo para Carlos Dews e S. J. Rozan - fez algumas alterações nas características desses seres sobrenaturais que os devotos de Stoker podem não curtir muito.

Em O Sangue do Cordeiro, os vampiros saem à luz do dia, seus corações batem, possuem sombras e não necessariamente são criaturas meio mortas, meio vivas e maléficas. Continuam, sim, provocando um efeito de atração extremamente forte diante dos mortais, mas suas aparências se mantém as mesmas a partir do momento em que são transformados. Descobrir essas diferenças me deixou meio nhé no início do livro, mas com o passar das páginas vieram as explicações - bem convincentes - do porquê eles são assim. É explicado até de onde surgiu a ideia para escrever o Drácula e a repercussão que a fama do livro proporcionou aos vampiros.

Voltando à história. Livia Pietro é convocada pela segunda vez a uma reunião com o Conclave, ordem que governa a sociedade dos vampiros. A primeira vez foi quando transformou seu ex-namorado, Jonah Richter, sem a autorização do pontífice, seu líder. Agora ela está sendo convocada a encontrar um documento perdido que é essencial para convivência dos noantri - forma como os vampiros se referem a eles próprios, que significa "nós outros" - com os inalterados - forma como os vampiros se referem a nós, meros mortais.

"Ele tinha aprendido que o corpo dos noantri podia se recuperar rapidamente de qualquer ferimento, mas pelo jeito o coração não." (p. 330)

Acontece que sua ex paixão, Jonah, diz ter descoberto o local que a Concordata, esse documento perdido, está escondida e ameaça torná-la pública. A Concordata foi um acordo realizado, seiscentos anos antes, entre os vampiros e a igreja católica para que pudessem conviver em paz. E durante esses seiscentos anos sempre existiram grupos contrários a esse acordo de ambos os lados, por isso, com a ameaça de Jonah, cada grupo começa a se mexer em prol aos seus ideias.

Adorei essas intrigas políticas, religiosas que foram aparecendo conforme cada personagem surgia com um interesse diferente diante da Concordata. Foi um dos pontos do livro que me conquistou, como também amei os diálogos, principalmente entre o padre Thomas e a Livia. Eu ainda não disse, mas a vampira historiadora é orientada pelo Conclave a trabalhar junto com o padre Kelly e até mesmo autorizada a contar sobre os noantri para convencer o padre a cooperar com ela na investigação.

Gostei muito dos personagens que foram me cativando ao mesmo tempo que se cativaram mutuamente, considerando que o padre Thomas teve que quebrar muitos preconceitos para conseguir trabalhar com a Livia e, no fim, acabam se tornando grandes amigos. Foi lindo acompanhar as mudanças de pensamento do padre Kelly que foram de "SAÍ DAQUI, CRIATURA DO CAPETA!!!" até "Ah, nossa, que interessante essas características de vocês". Mas o personagem que mais gostei foi do Spencer, um vampiro cheio das ironias e dos sarcasmos.

Só o desvendar do mistério que achei que poderia ter sido melhor desenvolvido, mas por outro lado também gostei porque deu para perceber que exigiu um trabalho de pesquisa e conhecimento dos autores. Mas o que me conquistou mesmo, e fez valer todo o livro, foi o final. Sem falar que amei ser transportada de volta para as ruas de Roma e... AI MEU DEUS, QUE SAUDADE DA ITÁLIA! <3


CONVERSATION

7 comentários:

  1. O.O Parece um ótimo livro. Não sou nada fã de vampiros, não sei, eu até gostava, mas eles perderam a graça para mim sabe? Mas adoro o Dan, acho que essa pegada meio Dan Brown do livro me conquistaria, adorei a resenha. <3
    Beijos,
    cabanadosanjos.blogspot.com (eu meio que voltei, hahaha, acho)

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    1. Se você gosta de Dan Brown, tem grande potencial de gostar de O Sangue do Cordeiro :)

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  2. PRECISOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!
    Amei a resenha, me deixou com água na boca desse livro.
    E a capa é bem bacana. Adorei, adorei.

    http://epilogosprologos.blogspot.com.br

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  3. Eis que possuo as mesmas palpitações suas Babi ao me aventurar neste livro, ao mesmo tempo que amo vampiros estou profundamente decepcionado com as obras recentes que tem saído com eles como protagonistas. Não gosto de vampiros sex simbols, me apaixono rápido por eles haha zoando! Não pense que é por causa do romance na história, porque sou fã da série Anita Blake então... Sei lá as abordagens atuais não me agradam, sua resenha me fez dar um passo em direção a leitura mas mesmo assim estou indeciso, me diz com base no que sabe sobre mim, devo ou não ler?

    Abração :)

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    1. RAAAFAAAAAA :D

      Então, pelo que eu sei do seu gosto literário você AMA histórias de terror, pensando nesse lado talvez você não vá curtir tanto esse livro porque o terror passou LONGE e os vampiros são retratados de forma bastante sóbria. Mas sei também que você curte umas temáticas meio políticas e tal (ou estou enganada?!) e pensando por esse lado talvez você curta, sim, esse livro, porque a política tem um papel bem grande nele.

      Então, acho que não ajudei muito, né? hahaha Mas seu eu fosse você daria, sim, uma chance :)

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    2. Babiii! :)
      Bom esse aspecto do horror eu sabia que a história não teria então sem grandes expectativas quanto a isso, haha gosto sim de intrigas políticas, principalmente em livros de fantasia, mas ajudou sim, vou ler o livro por sua indicação. Apenas terminar minha leitura atual, Lugares Escuros da Gillian Flynn, por falar nisso já leu algum livro dessa autora? Ela se tornou minha autora favorita pela qualidade com que retrata o lado sombrio e insano da mente feminina, suas protagonistas dão medo :) Indico bastante. Abração

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