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[RESENHA] Extraordinário, de R. J. Palacio

"Como eu começo essa resenha?"
Depois de tanto pensar nessa pergunta, resolvi começar com ela mesma. Afinal, como eu poderia falar de um livro que já foi super comentado por todos os blogueiros e booktubers literários? Só começando assim mesmo. Eu, lerdona, só consegui ler agora.

Extraodinário -  como metade do mundo já deve saber  - é um livro muito tocante que nos mostra o quanto temos medo do diferente. August é um menininho que, por azar dos astros, conseguiu herdar de uma só vez uma probabilidade mínima de genes, que juntos fizeram com que seu rosto causasse olhares e expressões de surpresa.

Por causa dessa característica, Auggie nunca havia frequentado uma escola, aprendia tudo o que podia com a sua mãe. Mas certo dia seus pais decidem que o melhor para ele é que frequente uma instituição de ensino que possa oferecer muito mais conhecimento do que os deles. E é assim que a vida de August dá uma grande reviravolta.


Não vou entrar em detalhes sobre a história, porque acho que esse livro é daquele tipo que cada linha é para ser apreciada, degustada e PENSADA. Então, vou me ater sobre as questões que a história da tia R. J. Palacio me fez pensar e sentir. Não preciso nem dizer que o ponto principal de Extraordinário é nos fazer refletir sobre bullying. Mas vou além e dizer que também se trata de uma crítica a nossa obsessão por status.

Afinal, o que leva adolescentes tratarem mal outro só porque ele é fisicamente diferente ou age diferente ou tem gostos diferentes? Simples, porque querem ter reconhecimento e ser notados pelos demais como os famosos populares da turma. E por mais que algumas pessoas possam considerar que esse livro tem um desfecho feliz, o fim para mim fedeu. Achei de uma hipocrisia sem fim, já que Auggie só é "aceito" depois que passa por um episódio horrível que é comentado pelos quatro cantos da escola e, a partir daí, andar com ele passa a ser ganhar uma forma de reconhecimento do grupo.

Também me senti uma hipócrita ao julgar as pessoas que olhavam Auggie com cara de susto, nojo ou até mesmo medo ao ver o quanto esses olhares o incomodavam. Mas quem nunca encarou alguém com algum tipo de deformação ou deficiência? É inevitável. É como se nosso cérebro visse que aquela pessoa não se encaixa no padrão que a sociedade criou e ficasse tentando entender o porquê dela ser daquela maneira, como se isso fosse transformar a pessoa a olhos nus.

O extraordinário desse livro é mostrar claramente o quanto esses olhares de julgamento e estranheza podem incomodar a pessoa. Minha esperança é que essa multidão que leu esse livro passe a tentar se colocar no lugar do outro e pensar antes de encarar alguém na rua só porque tá em uma cadeira de rodas, não tem um pé, tem qualquer tipo de deformação, síndrome ou aparenta ser diferente.


"Acho que devia haver uma regra que determinasse que todas as pessoas do mundo tinham que ser aplaudidas de pé pelo menos uma vez na vida." (p. 138)

CONVERSATION

5 comentários:

  1. Babi, amei sua resenha, até hoje eu ainda nao li o livro apesar de ter ele aqui na estante a um tempo! Sei basicamente todo o contexto mas ainda não consegui sabe?! Sei que será uma leitura agradável e que passara uma mensagem mais do que bonita, mas preciso do tempo ideal para tirar o melhor dela!

    Beijos,
    Joi Cardoso
    Estante Diagonal

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    1. Entendo perfeitamente, Joi! Também enrolei muito para ler Extraordinário, e tantos outros livros por api. Não adianta nada se aventurar em uma leitura que não estamos muito preparados.

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  2. Já disse como amo esse livro? Não? Okay... EU AMO ESSE LIVRO!
    Mostrando a cada um de nós como somos diferentes e como podemos ser preconceituosos também. Extraordinário deveria ser considerado, assim como O pequeno Principe, uma leitura essencial.

    www.epilogosprologos.blogspot.com

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    1. Não tem como não gostar desse livro!
      E deveria mesmo ser usado nas escolas para debater nas escolas.

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  3. Já li esse livro, e amei!!
    Acho que é difícil você ouvir alguém falando mal dele, pois é tão envolvente e tão emocionante.
    Parabéns pela resenha, eu amei...

    http://bibliotecadatriz.blogspot.com.br/

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