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[RESENHA] Peter Pan, de J. M. Barrie

Conheci o Peter Pan quando ainda era bem pequena, provavelmente menor que o Miguel, e me apaixonei pela Terra do Nunca, os meninos perdidos e até mesmo pela Sininho, essa invejosa! Lembro de quando ia para a casa dos meus avós e tudo que eu queria era assistir o VHS do Peter Pan (sim, sou do tempo do VHS) repetidas e repetidas vezes (o que eu também fazia em casa com os VHS de Rei Leão e Cinderela).

Cresci amando essa história adaptada pela Disney e quando descobri que tinha o livro, nasceu uma necessidade gigantesca de ter e ler uma edição da obra original. Só que obviamente eu não queria uma edição qualquer e então, na Bienal do Rio de 2013,  eu me deparei com a edição de capa dura da Editora Zahar. Peter Pan olhou para mim, eu olhei para ele e disse "Vou te levar pra casa!". E depois acabei trazendo para a estante a edição MARAVILHOSA da editora Cosac Naify.


Só que me faltou coragem para ler e conhecer a escrita do J. M. Barrie. Então, final do ano passado me fiz um desafio louco e tive que encarar o Peter Pan cara a cara (ou cara a folha?). Já adianto que não me decepcionei em nada na escrita (muito menos na edição!). A edição da Zahar possui uma apresentação gigantesca que eu recomendo que vocês deixem para ler depois de ler a história, senão vão acabar pegando muitos spoilers. Eu saquei rápido o que iria acabar encontrando pela frente, então acabei pulando essa parte e só li depois.

"- Sabe, Wendy, quando o primeiro bebê riu pela primeira vez, o riso dele quebrou em milhares de pedaços e todos eles saíram pulando, e esse foi o começo das fadas." (p. 61)

Acredito que não preciso me aprofundar muito sobre do que se trata a história, certo? Então vou pular essa parte e vou direto falando que adorei a Naná, a cachorrinha que cuida dos três irmãos - Wendy, João e Miguel. Já que o casal não tinha dinheiro para pagar uma babá, a Naná que era responsável pelas crianças e por isso tinha um cuidado e carinho todos especiais por elas. Gostei muito da sensibilidade que o autor teve em criar uma mãe sobre quatro patas com instintos de proteção que acredito que todo cãozinho tem pelos seus donos.

Também adorei o narrador ser também um personagem do livro, que dá opinião e muda de opinião quando lhe convém ao contar as aventuras de Peter. Acredito que esse narrador tenha servido de inspiração para o autor nacional Raphael Draccon ao escrever Dragões de Éter, mas posso estar enganada. Também adorei o Peter, apeser dele ser apresentado pelo narrador como uma pessoa da qual não vamos gostar por ser extremamente arrogante e egoísta, mas que no fim conquistou muito meu coração.

"- Peter Pan, quem é você? - perguntou o capitão com a voz rouca.
- Eu sou a juventude, eu sou a alegria - respondeu Peter num impulso - Sou um passarinho que furou a casca do ovo." (p. 193)

Em resumo, posso dizer que amei todos os personagens. Todos têm defeitos e mesmo assim continuei apaixonada por cada um (Capitão Gancho <3). Mas o destaque dessa história fica na mensagem que ela nos passa: aproveite cada segundo da sua vida, pois ao contrário de Peter, você não vai poder parar no tempo e mesmo se parasse, isso ia acabar te afastando de pessoas queridas, porque elas sim iriam seguir com a vida delas, passando por cada etapa. No entanto, nunca se esqueça de como é ser criança, e guarde um pouquinho dela com você até quando seus cabelos já estiverem brancos e sua pele enrugada.

"- E porque você não voa mais, mamãe?
- Porque eu cresci, meu amor. Quando as pessoas crescem elas não lembram mais como se voa.
- Por que a gente não lembra mais?
- Porque não somos mais alegres, inocentes e desalmados. Só quem é alegre inocente e desalmado consegue voar." (p. 214)


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10 comentários:

  1. AI ESSE LIVRO É LINDO. Chorei horrores no final, haha. De fato, a mensagem é muito bonita <3

    bjs!
    Isa

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    1. O final é de cortar o coração, o meu ficou em migalhas :(

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  2. Olá!
    Não sabia dessa edição, achei muito legal. Só conheço Peter Pan de filmes e lembro vagamente de toda a história. A mensagem da autora é linda!
    Beijão, Tão doce e tão amarga.

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    1. Conheça ele na literatura, então, Thamiris! Não tem como não se apaixonar <3

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  3. Oi Babi! Já li este livro e assim como você sempre fui apaixonada por Pan, seja as histórias infantis, sejam os originais ou os filmes baseados na história. Me lembro até hoje que um dos meus filmes preferidos na infância (e ainda hoje) é o que o Robbie Willians faz o Peter crescido. Enfim, você tem razão esta não é apenas uma história sobre ser bom ser criança, adorei a resenha http://blogliterata.blogspot.com.br/

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    1. Esse com o Williams é muito legal!! E o "De volta a Terra do Nunca" também é lindo, que conta como o o J. M. Barrie criou o Peter e a Terra do Nunca <3

      (sou super fanática pelo Peter Pan, jpa vi todos os filmes, amo todos! Só tava faltando o livro, que já tá guardado no coração <3)

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  4. <33 Esse livro é lindo demais, só de ler sua resenha, quero ler de novo <3
    Também não consigo não amar o Peter, mesmo sendo arrogante e egoísta, ele sempre vai ser meu queridinho .
    Adorei a resenha.
    Beijos,
    cabanadosanjos.blogspot.com

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    1. Carla, eu sempre tive por mim que eu gosto de caras fotos e babacas ao mesmo tempo. Não tinha como não amar o Peter também hahaha <3

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  5. Que versão fofa do livro <3

    http://www.escritordeconta.com/

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