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[RESENHA] Desaparecida, de Catherine McKenzie


Tenho que confessar que a LeYa quase me matou de curiosidade com os pequenos teasers sobre esse livro que eles enviaram para os blogs parceiros. Sem falar na estratégia de marketing que eles bolaram se unindo com o Esqueça um livro. Eu fiquei tão paranoica que eu ficava acompanhando a página para ver se eles esqueciam o Desaparecida em algum lugar perto do meu caminho. No fim, acabei entrando de férias, viajei e perdi praticamente todos os esquecidos no Rio de Janeiro, ô beleza!

Sorte a minha que o livro da Catherine Mckenzie acabou na listinha de leitura dos blogs parceiros, então não pensei duas vezes para escolher. Apesar de que NUNCA consigo olhar a lista e desejar apenas um dos livros.


Desaparecida tem um clima bem melancólico, pois já conhecemos a personagem principal no funeral da sua mãe. Quem já perdeu alguém próximo sabe o quanto isso nos desestabiliza e com Emma Trupper não foi diferente. Totalmente sem chão, Emma um dia se vê conversando com um advogado sobre suas heranças e no outro se vê de férias em um safari na África.

Sua viagem vira um completo desastre, acaba ficando incomunicável por conta de um terromoto e o que era para ter sido férias de um mês se transformou em 6 meses. Quando finalmente o aeroporto volta a operar, Emma está desesperada para voltar para a sua casa e retomar a sua vida, seu trabalho e o seu namoro. Mas sabe quando um pequeno problema desencadeia tantos outros maiores? Pois é. Ao retornar para o seu apartamente acaba encontrando outra pessoa morando por lá. E com o desenrolar dos fatos, Emma descobre que foi dada como desaparecida, presumivelmente morta.

"Conforme observo com atenção, noto que não sei exatamente o que estou procurando. Minha mãe? Eu mesma? O eu de antes de me tornar introspectiva e frágil? Bem, aquela pessoa podia até se parecer muito com a garota que o espelho está mostrando, mas o que dizer da pessoa por dentro? A mulher que eu era? Ela está desaparecida, presumivelmente morta." (p. 64)

Então, Emma Trupper começa uma saga para conseguir voltar a ser considerada viva pelo governo, ter suas contas bancárias descongeladas e retomar a sua carreira de sucesso como advogada em uma grande empresa. Ah, claro. Ela também precisa avisar seu namorado, Craig, que está viva. Porém, por algum motivo ela vai postergando a notícia.

Entre muitas crises existenciais, a advogada vai trilhando seu caminho e nós, leitores, vamos conhecendo a fundo todos os personagens do livro. Esse foi um dos pontos mais marcantes da história de Mckenzie, todos os personagens foram bem trabalhados - até mesmo aqueles que aparecem poucas vezes na história. Desaparecida não é o tipo de livro que possui personagens aos montes que você tem que ficar voltando as páginas para lembrar quem eram. Alguns aparecem no início e só voltam a aparecer no final, mas mesmo assim você sabe quem são.

"Quase dou risada de novo, apesar de tudo. Sinto-me como se estivesse ao mesmo tempo sob a chuva e debaixo do sol. Como é que se pode chorar e rir ao mesmo tempo?" (p. 30)
O incrível é que todos eles acabam apresentando características meio tragi-cômicas que só não digo que me tiraram boas risadas, porque definitivamente isso ficou por conta dos diálogos entre a personagem principal, sua melhor amiga Stephanie e Dominic, o cara que lhe tomou (sem querer) seu apartamento. Além disso, o livro também é recheado de referências à cultura pop, muitas - confesso - não tiveram significado algum para mim devido a minha ignorância, mas amei a referência à história de Peter Pan.

Desaparecida não é nenhum enredo super bem elaborado, inclusive, muitas vezes deu para perceber que autora chegava em um limiar de se perder na própria narrativa (fato que ela até comenta nos agradecemintos no final). Porém, é uma história leve e divertida, daquelas que você começa e não consegue parar mais, com um nível melancólico e de reflexão nas medidas certas, das quais é possível tirar algumas lições de moral e de vida (ui, que profundo!). Também seria ideal para uma adaptação estilo a falecida Sessão da Tarde, estrelando Kate Hudson (Como perder um homem em 10 dias) ou Cameron Dias (O Amor não Tira Férias) no papel principal.

CONVERSATION

7 comentários:

  1. Olá
    Não me lembro de ter ouvido falar do livro, mas essa capa me atraiu muito e a sinopse também, fiquei curiosa pela leitura depois de ler sua resenha, vou ver se leio quando tiver oportunidade haha.
    Valeu pela dica.

    Beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/2014/09/namore-um-cara-que-le.html

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    1. Essa capa tá linda mesmo! Passa exatamente o tipo de história que o livro tem, apesar do cenário não me remeter à África nem aos EUA hahaha

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  2. OI Babi também recebi o livro da LeYa e estou morrendo de curiosidade para a leitura, me aprece ser uma leitura bem rápida, mas sabe que me falta aquele tal de tempo né?! hahaha mas pretendo fazer me breve, estou de olho também no Willow! Chesus são tantos livros! hahaha

    Beijos Joi Cardoso
    Estante Diagonal

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    1. Ai, nem me fale, Joi! Eu to enlouquecidda porque a pilha de livros aumenta em PG hahaha (piadinha nerde essa)

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  3. Como assim, Babi, ela fica adiando contar pro namorado? A primeira coisa que eu faria seria contar pro meu! Eu fiquei muito, muito, muito curiosa. E essa capa linda? Adorei! Obrigada pela dica! :)
    Um beijinho,
    Mona
    www.literasutra.com

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    1. pois é, para você ver que aí tem coisa! hahahha
      A capa está um arraso mesmo, mandaram bem. Mas ainda sim não me remete à história.

      Bjs!

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  4. Agora fiquei na dúvida o livro tem romance ?? ٩(͡๏̯͡๏)۶

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