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QUADRINHOS: Samurai X, de Nobuhiro Watsuki



















Conheçam um dos melhores mangás de todos os tempos e que conquistou um sucesso estrondoso pelo mundo inteiro: Rurouni Kenshin! Aqui em terras ocidentais, o mangá foi intitulado de Samurai X. Particularmente, prefiro mais que o nome original por jogar nos holofotes um dos maiores mistérios da história. Esse é disparado um dos meus mangás (e anime!) preferido! Não é à toa que ele tá aí estampado no banner.

O mangá foi publicado aqui no Brasil pela Editora JBC a partir de 2001. Curiosamente, o anime - que foi produzido após o mangá já ter feito sucesso no Japão - já tinha sido transmitido pela Rede Globo, em 1999, porém com direito à censura de muitas cenas de violência. Mais tarde também foi transmitido pelo Cartoon Network, mais ou menos no mesmo período que o mangá já estava em circulação nas terras brasileiras. Originalmente, o manga possui 28 volumes, mas aqui no Brasil foi dividido em 56 volumes.




Nobuhiro Watsuki, em 1993, lançou o Meiji Kenkaku Romantan (As Crônicas de um Espadachim na Era Meiji), que seria o prólogo da história de Samurai X.  Formado por pequenas histórias que contam sobre a vida de um retalhador invencível que resolve se aposentar e promete nunca mais matar.  Para fazer jus a sua palavra, passa a carregar uma sakabatou, isso é, uma espada de lâmina invertida que tem o propósito apenas de defender. 

A partir de então, o espadachim vira um andarilho que prega a paz e adota o nome Kenshin Himura. Seu passado passa a ser um grande mistério: por que era um retalhador? Quem é ele? Que cicatriz em formato de X é essa? Quem o treinou? Só lendo todos os mangás, assistindo todo o anime e OVA's (filmes de animação) para conhecer, ao menos um pouco, esse passado tão misterioso.

O mangá se passa durante a Era Meiji (1868-1912) e começa com Kenshin Himura andando pelas ruas de Tokyo até que Kaoru Kamiya, dona de um dojo (escola de kendo), confunde Kenshin com um bandido que estava aterrorizando a cidade e que se autointitula Battousai. Quando Kenshin consegue convencê-la que não é o bandido que procura, ambos se tornam amigos e Kaoru o convida para morar e ajudá-la no dojo Kamya Kashin que estava passando por alguns problemas. Uhum, problemas, né Kaoru?

Mais tarde descobrimos que Battousai, na verdade, era como Kimura ficou conhecido durante a sua época de retalhador. Isso é, assassino a sangue frio - e põe frio nisso, é só assistir o primeiro OVA da história, que também é quando percebemos que no fundo essa vida vai destruindo o próprio Kenshin.

Mas voltando ao mangá...
Logo nos primeiros volumes, o dojo Kamya Kashin ganha mais dois moradores - ou quase isso - Yahiko Myoujin e Sanosuke Sagara. Yahiko é um menino órfão filho de samurai, um pouco arrogante, é verdade, mas incrivelmente fiel a seus amigos. Yahiko surge como um pestinha que tenta roubar o Kenshin e acaba virando um dos alunos da Kaoru no dojo Kamya. Ele começa como um personagem secundário, mas foi conquistando tanto espaço e fãs que acabou ganhando um mangá só para ele, o  A Sakabatou de Yahiko. Também lançado pela JBC.

Já o Sanosuke é um lutador que adora se meter em brigas e dono de um orgulho fervoroso. Ao descobrir que Kenshin foi o lendário Battousai, desafia-o afim de saborear o gosto da vingança. Agora,vingança de quê?! Ahá! Vão ficar curiosos que eu não vou contar. Kenshin, a princípio, tenta evitar o confronto, mas acaba cedendo e encara a zambatou de Sanosuke - uma enorme e super pesada espada feita para ser utilizada em lutas à cavalo, mas que Sano consegue utilizá-la como uma espada de combate corpo a corpo. Pois é, vai ser forte assim na casa da mãe maria :)

Após a luta entre os dois, Sanosuke passa a fazer parte do grupo do dojo Kamiya. Mas não para ajudar nas tarefas do dojo, não para ter aulas de kendo. Sanosuke aparece por lá quando bem entende, isso é, nas horas das refeições para não ter que gastar dinheiro indo em restaurantes e ainda tem a cara de pau de reclamar da comida. O Sano é um dos meus personagens favoritos de todos os mangás que já li (só perde para o Kenshin ♥).

A história de Kenshin Himura nos ensina a importância da amizade, aquelas pessoas que escolhemos como família. Também nos dá uma ótima lição de moral e nos mostra a importância de alguns valores, como a sinceridade e a lealdade.

A Estética do Mangá


Aqui no Brasil, a primeira edição do mangá foi produzida pela JBC no formato  11,4 cm x 17,7 cm, com cerca de 100 páginas e em preto e branco (recentemente a editora relançou com um formato diferente, com mais páginas!). Uma das coisas que eu mais gostei foi da JBC ter mantido as notas do autor, nas quais ele conta o processo de criação do mangá. Por exemplo, fiquei sabendo pelo Samurai X que normalmente o autor do mangá desenha apenas os personagens e conta com assistentes para os desenhos de cenários e texturas.

Gostei muito de poder ler o quão empolgado o Watsuki ficou quando a produção do mangá na versão em anime foi oficializada. E me decepecionei junto com ele quando o anime ultrapassou a história do mangá e a equipe de produção do anime teve que inventar sagas novas que foi um desastre para conseguir esperar o desfecho da história.

Mas o que eu gostei mais, das notas do autor, foi da explicação do Watsuki sobre as inspirações que ele teve para os personagens e para a história. Muitos personagens são baseados em pessoas que realmente existiram e entraram para história do Japão. Muitos fatos também realmente aconteceram e, por isso, Samurai X é considerado um manga jidaimono (para quem não leu o post anterior, saiba do que eu to falando aqui).

Sou apaixonada pelo traço de Nobuhiro Watsuki. Ao mesmo tempo que o traço é bem simplista, ele consegue reproduzir muito bem os movimentos e as emoções de cada personagem. O Kenshin muda completamente de fisionomia quando está lutando, apesar da única coisa que realmente muda no traço é o olhar.

Não posso terminar esse post sem deixar de mencionar que, apesar de não terem criado sagas extras de ótima qualidade, o pessoal do anime ARRASOU na trilha sonora, tanto do anime em si quanto das aberturas e encerramentos do desenho. Por isso, termino esse post com uma das minhas músicas preferidas (tenho certeza que muitos fãs vão concordar comigo!) e espero que vocês - que ainda não conhecem - também curtam ;)







CONVERSATION

2 comentários:

  1. Oh, que pena que tô no celular e não consegui abrir o vídeo, mas essa sua animação com esse anime me deixou muito curioso. Acompanhei bem poucos, mas essa história parece ser mesmo ótima, gosto de coisas assim que a gente pode esperar bastante e não decepciona.

    Um abraço,
    terradefagulhas.blogspot.com

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    Respostas
    1. Vê depois, Michael! Vale a pena ;)

      Beijos!

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