-->

QUADRINHOS: conhecendo um pouco o universo dos mangás


















Eu resolvi trazer aqui para o blog um outro universo, que até possui pontos em comum com o universo literário, que é o dos quadrinhos! Minha paixão pelos quadrinhos começou com minhas idas frequentes a uma livraria perto de onde eu estudava, onde eu ficava matando um tempo antes de voltar para casa coisas de adolesecentes sem vida social.

Desde sempre eu fui fascina com desenhos animados e não foi surpresa quando comecei a ficar completamente viciada em todos os tipos de animes, as famosas animações japonesas. Então, um belo dia desses matando tempo na livraria eu encontrei o cantinho dos mangás e comecei a ler alguns para ver se eu gostava dos que tinham dado origem aos animes que eu via. Uns me conquistaram logo de cara, outros nem tanto. E foi nesse dia que eu entrei de cabeça no universo dos quadrinhos e comecei a sugar tudo que tivesse a ver com mangás, Japão, desenhos, HQs.

A Origem do Mangá

man ("involuntário") ("desenho").

Para encontrar a verdadeira origem do mangá, eu teria que ir láááá no início da civilização humana para contar toda a história da arte sequencial. Mas como isso aqui não é uma monografia - sim, esse foi um dos temas tratado no meu projeto de conclusão de curso :3 - vou tentar resumir para ser breve (eu disse tentar).

Ao que tudo indica, os quadrinhos japoneses começaram a surgir no século XI com manifestações de caricaturas gráficas de animais, as chamadas chojugiga (leia-se chôjûgiga). Mas foi a partir da Era Edo (1600-1867) que foram aparecendo outras técnicas e materiais gráficos que deram aquele empurrãozinho para o nascimento da arte sequencial japonesa. Durante esse período que surgiu os kibyoshi (leia-se kibyôshi), uma espécie de antecedentes dos gibis que já continham histórias contínuas e que eram impressos em chapas de madeira (espécie de xilogravura).

O primeiro autor de mangás, Rakute Kitazawa, surgiu na Era Meiji (1868-1912) - quando o governo japonês abriu as pernas portas para o mundo ocidental - com a história Tagosaku to Mokube no Tokyo Kenbutsu ("A Viagem a Tokyo de Tagosaku e Kenbutsu"). E foi a partir daí que os mangás tornaram-se uma das maiores indústrias no mundo.

Os Gêneros

Antes de começar a falar dos gêneros, não posso esquecer de explicar que os mangás tem uma ordem peculiar para serem lidos, totalmente contrária da ordem de leitura ocidental. Isso é, os mangás têm que ser lidos da direita para esquerda - o que seria o final para nós, ocidentais, seria o início para os orientais. Então, ao pegar um mangá para ler, não se esqueça de abri-lo pelo fim ;)


Além dos gêneros mais conhecidos por toda e qualquer tipo de arte (como romance, policial, terror), os mangás também são divididos por gêneros, como:

Shonen: mangás voltados para o público masculino. Normalmente são histórias que abordam mais temas de violência, como lutas, e possuem uma dose bem pequena de romance ou temas sobre relacionamentos. Exemplos: Cavaleiros do Zodíaco Yu Yu Hakusho.

Shojo:  mangás voltados para o público feminino. Dizem por aí que se destacam pelo trabalho gráfico e pela narrativa. Nos primordios, sua temática ficava voltada para romances e relacionamentos, mas atualmente muitas histórias possuem um nível de maturidade alto, falam sobre guerras e esportes. Exemplos: Sakura Card Captors e Sailor Moon.

Yakusa: na verdade é considerado mais como subgênero de thrillers policiais, seria o equivalente às histórias de mafiosos italianos. Consequentemente, o gênero Yakusa é voltado mais para o público adulto. Exemplos: não conheço nenhum desse gênero, mas uns exemplos antigos (bem antigos) que tenho são Lupin III (anos 60) e Cat's Eye (anos 80).

Jidaimono: esses mangás são trabalhados dentro de contextos históricos, antigamente as histórias contavam com personagens invencíveis fazendo alusão ao ideal do cavaleiro medieval. A partir dos anos 50, começam aparecer anti-heróis, como ninjas ou rounins (espadachins) solitários. Exemplos: Blade e Rurouni Kenshin (mais conhecido por aqui como Samurai X).

Spokon: levando em consideração a cultura japonesa, na qual nada do que se faz se faz pelo simples ato de fazer, os esportes não fogem à regra. Nas histórias spokon manga, os esportes que mais aparecem são o beisebol e o futebol e seus protagonistas sempre dão tudo de si nas situações mais difícieis para vencerem no final. Exemplos: Captain Tsubasa e Major.

Konjo: histórias que falam sobre o ambiente de trabalho. Em um país onde o trabalho é considerado dom ou dever, qualquer profissão - inclusive o de autor de mangá, chamados mangakas - pode acabar ilustradas nas páginas de um quadrinho. O enredo normalmente acompanha a carreira de um personagem, como aprendiz, até conquistar o posto dos sonhos. Exemplos: de novo, não conheço nenhum desse gênero, mas encontrei como exemplos Manga Michi e Big Comic.

Hentai: o 50 Tons de Cinza dos mangas! São histórias eróticas voltadas somente para o público adulto. No shonen manga é possível encontrar algumas histórias com abordagem mais erótica, como Love Hina. Exemplos: Seka X Seka Sei So Tsui Dan Sha.

Antibelicista: eu não consegui encontrar o termo japonês para esse gênero, mas são histórias que falam sobre os relatos do japão na guerra. Exemplos: Gen: pés descalços e Adolf ni Tsugu.


As melhores editoras de mangá no Brasil



CONVERSATION

5 comentários:

  1. Oi, tudo bom?
    Não gosto muito do gênero, mais ultimamente venho me interessando.
    Amei conhecer mais ^^
    Território das garotas
    @territoriodg
    Bjss *-*
    Passa lá no blog?
    http://territoriodascompradorasdelivro.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  2. O primeiro mangá que li foi de Os Cavaleiros do Zodíaco. Tive que procurar sozinho como se lia, por que a pessoa que me emprestou não se deu ao trabalho de me mostrar (rsrsrs), ou avisar que era diferente. É muito bom, não leio muito mais ultimamente, mas antes gostava muito. Principalmente aqueles de terror que existem, lia direto.

    terradefagulhas.blogspot.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cavaleiros eu não cheguei a ler o mangá, vi o anime quando era beeem pequena (menor do que sou hoje para os piadista qeu falam "ERA?!").

      Eu, sinceramente, não me lembro como eu aprendi a ler mangá Oo
      E também tava bem afastada desse mundo, mas resolvi voltar agora, bateu saudades de ler quadrinhos <3

      Beijoos!

      Excluir
  3. Gosto bastante de mangás e cultura japonesa em geral. Faz tempo que não leio nenhum, mas antigamente lia muito Full Metal Alchemist, BlackRockShooter, e K-on, e também costumava ir nos eventos de cultura japonesa aqui da cidade onde moro. Não conhecia todos os gêneros citados.
    Recentemente assisti um anime chamado Kimi ni Todoke, recomendo extremamente. A história é muito bonita (e engraçada ao mesmo tempo) e o traço do desenho muito suave e lindo de se ver.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigad apelas dicas, Flávia! Não conhecia esse anime, dos que você citou eu só acompanhei mesmo Full Metal (tanto o mangá, que nao cheguei a completa, quanto o anime).

      Vou dar uma pesquisada sobre os que você mencionou :)

      Beijos!

      Excluir

Voltar
ao topo