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RESENHA: Um livro por dia, de Jeremy Mercer

Como prometido em um dos Diário de Bordo sobre a minha viagem à Europa, finalmente chegou a hora de fazer a resenha de um dos livros sobre a livraria mais charmosa do mundo, a Shakespeare and Company. Eu reli meu post do Diário de Bordo e percebi que no auge da minha empolgação eu não parei para contar um pouco sobre a história da livraria. Então, podem considerar esse post um complemento do outro e vice e versa.

Um livro por dia: Minha temporada parisiense na Shakespeare and Company vai relatar a história do norte-americano George Whitman, o fundador da segunda Shakespeare & Company. Epa! Mas peraí, segunda? É gente, isso mesmo. A primeira livraria com esse nome foi criada pela também norte-americana Sylvia Beach, em 1919, e virou o point dos escritores cults da época. Como Ernest HemingwayF. Scott Fitzgerald e James Joyce - que teve seu famoso livro Ulysses publicado por Beach, em 1922.


Porém, com a chegada da Segunda Guerra Mundial e a invasão dos alemães na França - e pela livraria ter uma concentração enorme de intelectuais com ideais mais liberais- a Shakespeare & Company foi fechada. Quase 30 anos depois, George Whitman, um homem excêntrico e de personalidade forte, abriu uma nova livraria com uma localização privilegiada - com vista para a Notre Dame! Chamada Le Mitral, começou a ser frequentada por escritores da Geração Beat, como William S. Burroughs.

Nos anos 1960, George comemorou seu aniversário de 50 anos e mudou o nome da loja. Ele era há muito um devoto de Sylvia Beach e admirava o nome Shakespeare & Company, "um romance em três palavras", como dizia." (p.46)

Mais tarde, George resolveu homenagear a livraria de Sylvia Beach, que fora sua amiga, e adotou o nome de Shakespeare & Company. Reza a lenda, que o senhor de 86 anos sempre aceitava disponibilizar o teto da Shakespeare como moradia para os escritores iniciantes e quebrados. E foi confiando nessa lenda que o canadense Jeremy Mercer resolveu pedir abrigo para George Whitman durante sua estadia na França.

Ao contrário do que eu achei na minha primeira impressão do livro e que o próprio título dá a entender, Jeremy não aborda tanto a questão dos livros recomendados por George que ele teria que ler em cada dia. O autor se prende mais em contar sua relação com o dono da Shakespeare & Company e com os outros moradores da livraria. E por ser uma vida tão pautada na geração perdida (apesar de estar longe da Geração Perdida, o livro foi escrito em 2005), eu não pude deixar de fazer um comparativo em que a Shakespeare seria uma república de jovens universitários que não querem pensar nos problemas, querem mais é curtir a vida.

Isso faz com que a leitura do livro seja rápida e leve, com momentos engraçados, uma pitada de romance e até um toque de drama. Apesar de ser considerada uma história real, no início do livro o próprio Jeremy diz que alterou nomes (até aí tudo bem, algumas pessoas podem não querer ter sua intimidade relatada) e até deu uma floreada em algumas partes da história para que ficassem mais interessantes. Por isso, não vá ler o livro acreditando que cada palavra é verdade. Além do mais, os relatos do autor de como ele foi parar na livraria mais charmosa do mundo nos mostra que, talvez, ele não seja uma pessoa digna de confiança.

Como eu não consegui pensar em um selo para "não ficção" ou "baseado em fatos reais" e por não ser fatos com a vericidade confirmada, essa resenha ficou sem selo :/ Se alguém tiver alguma ideia para essas selos, podem falar!

CONVERSATION

5 comentários:

  1. Confesso que não me interessei muito pelo o livro, mas quem sabe uma hora eu dê uma chance?

    http://alguns-livros.blogspot.com.br/

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  2. Ameeeeeeeeeeeeeei esse livro. Não sabia de sua existência. A livraria é muito famosa, e quando eu for a Paris com certeza não deixarei de visitar.

    Sério, adorei sua resenha.

    Seguindo seu blog!!!!

    Beijos,
    www.livrosqueinspiram.blogspot.com.br

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  3. Gente nem sabia desse livro! Morro de vontade de ir nessa livraria, tipo... epica hahahaha
    Byezinho, Paula
    http://interacaoliteraria.com/

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Amei o livro logo de cara. Essa ilustração e o fato de ter citado Ernest Hemingway me remeteu ao livro Paris é uma festa, do Hemingway, que eu simplesmente adoro!!! A história deve ser muito boa de se ler, assim que eu puder leio esse livro. Beijos, até mais.

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