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Você que inventou a tristeza, ora, tenha a fineza de desinventar

Passei um bom tempo imaginando se essa seria uma boa ideia, se seria a melhor forma de pôr as palavras não ditas. Pelo menos assim, mal não deve fazer, certo? Afinal, cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração. E sei também que você sempre foi contra ter coisas suas divulgadas pela internet, que sempre quis ficar de fora do meio fácil, como você bem previu, de ser monitorado por quem não interessa. Só que nesses últimos dias você até que foi bem falado por aqui, sabia? Por mensagens ou por fotos tiradas às escondidas.

E agora por palavras. É isso aí, depois de nossas tantas batalhas travadas, resolvi te lançar um último desafio. Mas fique calmo, que a guerra você já ganhou. Mesmo que muitas vezes eu não reconhecesse isso, seus motivos para tantas discussões e bate-bocas foram nobres e, no fundo, cumpriram o seu papel: o de educar, o de ensinar e o de preparar.


Queria ter feito tanta coisa e aproveitado tanta coisa, mas nos faltou tempo. Esse tempo sempre tão traiçoeiro, não? Mas até que em tempo você voltou para nós, nos deu mais tempo (com o perdão da repetição). E o pouco que todos tivemos, acredito que soubemos aproveitar melhor, cada com o seu jeito característico, claro. Você nunca deixou de ser o nosso humano de outro planeta!

Infelizmente o tempo para nós (com você) acabou. Agora sobrou o de um outro tipo, o tipo que não acaba: as lembranças e a saudade. Claro que esse tipo sempre traz um porém, a tristeza. E ela me fez querer que, nem que fosse na marra, que quem a inventou, desinventasse. Assim como Chicho Buarque propôs.

Só que depois parei para pensar. E, bem, você ainda está presente, ainda te sinto do meu lado sussurrando no meu ouvido e ainda te sinto aqui dentro. Sabe, você deixou um pouco de você em mim e tenho muito orgulho disso (mesmo que não tenha sido o suficiente para ocupar o seu papel). E orgulho, sempre foi a palavra que eu queria que você usasse ao pensar em mim e prometo que vou continuar me esforçando para que, mesmo que de longe, você me defina assim.

Eu sei que nunca fomos muito de palavras verbalizadas, éramos mais do tipo que falávamos com os gestos e olhar. Mas dessa vez queria muito ter te dito...

Pai, eu te amo.



CONVERSATION

4 comentários:

  1. Sinto muito por essa tristeza... Queria mesmo que fosse desinventada, mas, às vezes, é melhor sentir isso do que nada. Eu sei que nada do que eu diga aqui possa amenizar isso, mas o que você escreveu foi muito bonito, tenho certeza que ele também acharia isso. Se cuida.

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  2. Boa noite.

    Comecei a te seguir a pouco tempo e não estava a par da situação. Poderia dizer meus pêsames, só por educação, mas não adiantaria muita coisa, não é mesmo?

    Espero que isso te sirva de consolo, de algum modo: todo fim é um começo.

    Fique bem,

    Mariana Machado

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  3. Seu texto é muito lindo!
    Tenho certeza que seu pai acharia também! Meu pêsames.
    Beijos.

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  4. Nossa, este texto está muito bonito, sério D: Não sei muuito o que dizer.
    Com amor,
    Ana k!

    http://aestanteparalela.blogspot.com.br/

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